Gastrónomos do Erário
Ontem, no blogue de Eduardo Pitta:

Etiquetas: Miscelânea
"O homem cava a sepultura com os dentes",
provérbio chinês.
Ontem, no blogue de Eduardo Pitta:
Etiquetas: Miscelânea
A excelência deste método reside na formação de lascas perfeitas, como se pode ver na imagem acima, na gordura do próprio bacalhau que tão bem se conserva, repare-se no brilho dela nas lascas, que não é do azeite, e, com isto tudo, o rigor do ponto de cozedura atingido. Estava de se rezar a Deus e faz-se num ai.
Etiquetas: Criações - peixe
A uma pergunta nos comentários, que agradeço, vi que me esquecera de dizer porque, no arroz de cabidela, estufara a galinha antes e da maneira como o fiz: primeiro dourei-a no azeite e só depois lhe juntei a cebola,
Etiquetas: Recriações - Carnes
Reguei tudo com o azeite de aroma a fumeiro, temperei o polvo com flor de sal e levei o prato ao forno a gratinar levemente. Polvilhei o polvo com pimentão doce de La Vera, que sabe também a fumo, pus um pouco de salsa bem picada e consolei-me a comer e a ver o azeite fervilhar. O sabor a fumeiro do azeite e do pimentão fez uma ligação esplêndida com o polvo.
É uma variante de outra variante do polvo à galega, que costuma servir-se cozido e assim às rodelas, sozinho, sobre uma tábua, ou então com batatas cozidas na própria água do polvo. A variante, que saboreei num restaurante galego de Madrid era como esta, as batatas cozidas em água, mas o prato sem ir a gratinar, sem o azeite aromatizado, sem salsa e com um pimentão normal, que não tem o aroma a fumo como todos sabemos.
Etiquetas: Recriações - Mariscos
Etiquetas: Recriações - Carnes
Etiquetas: Recriações - Carnes
Agora ando virado para comeres mais deste nosso mundo. A imaginação também exige - depois de se imaginar - muito trabalho e, francamente, trabalho é coisa que me sobra e que falta a muitos que ganham a vida sem ele. Mas não é só isso, nem sequer é principalmente isso. É que sou dado a ondas. A onda das compotas (a que este estou a torcer o nariz este ano), a onda dos licores, a onda da cozinha criativa, que agora me parece mais na gaveta - até um dia destes.
Assim, foi um fartar vilanagem hoje ao almoço, com dois bifes do acém de 650 g cada e 2 cm de alto, dos cinco que pedi para me cortarem com a altura do meu dedo polegar e que pesaram no total 3,5 kg, sendo portanto os outros três que ficaram mais avantajados. A 6,20 €/kg não se pode dizer que seja um exagero para os tempos que correm, exagero é o peso deles. Também pelo preço destes dois, nem dava para comer uma reles chulipa de novilho num restaurante manhoso.
Pensara nuns bifes um pouco à Padre Piedade, no entanto, mais uma vez, a pouca vontade de trabalhar me empurrou para uma solução mais simples.
Enquanto o meu precioso ajudante acendia o carvão numa pequena churrasqueira que comprei trasanteontem no Lidl por menos de 4 € (salvo erro), pus, sem pena, azeite mais que extra virgem de Foz Côa no fundo de uma caçarola, laminei 4 dentes de alho, e levei-a ao lume para levantar fervura e deixar fritar um pouco os alhos sem aloirarem. Juntei então, em relação ao azeite, mais ou menos 1/3 de vinagre tinto homemade (ficou como se vê na imagem acima), temperei com sal fino e fui agitando sempre a caçarola sobre o lume para que o vinagre se reduzisse para cerca de 1/3 da quantidade original. Pus de lado.
Prefritei, melhor, precozi na fritadeira, em óleo novo, uma batatas aos palitos grossos, e porque eram aos palitos grossos de batatas novas, e ainda por cima mais próprias para cozer (de polpa mais dura), baixei a temperatura aí para uns 130ºC, com o que me daria muito bem.
Com as brasas bem vivas e bem junto a elas, levei os bifões a grelhar uns 2:30 minutos de cada lado. Tiraram-se para fora, temperaram-se com flor de sal, puseram-se na travessa de serviço, e ficaram a repousar, enquanto se fritavam agora as batatas a 180ºC e se aquecia o molho. Deitou-se o molho a ferver sobre os bifes e dispuseram-se as batatas fritas na travessa.
Etiquetas: Recriações - Carnes
Etiquetas: Criações - sopas