domingo, outubro 07, 2007

Despedidas de um verão incerto #1

SANGRIA

Ontem esteve quente por aqui, e deu-me para aproveitar um nada do muito que me ficou por dizer nos meses de Julho e Agosto. Com o tempo, especializei-me em sangria, e com o calor lembrei-me dela, e se me lembrei, mais depressa a fiz. No entanto, não foi bem assim, que tudo dá trabalho, menos fazerem as coisas por nós. Acontece que, se somos exigentes, o melhor mesmo é tomarmos nós a iniciativa. Esta atitude tem duas vantagens: não perder tempo à procura de um restaurante que faça uma sangria pior que a nossa; não desgostar ninguém em casa ou um amigo a quem deixámos fazê-la.

Há dois segredos fundamentais para conseguir uma sangria como deve ser: um bom vinho tinto, muito carregado de cor, e beber-se muito fresca.

O que usei:

2 laranjas
1 limão
1 pêra grande (ou 2 médias), madura e muito aromática
100 ml de Drambuie ou outro bom licor de laranja (usei Drambuie)
1 garrafa de vinho tinto bom (usei um tinto da Fundação Eugénio de Almeida, quase negro, com 14º)
75 g de açúcar branco.
2 paus de canela
0,75 l de gasosa muito fresca (7up)

Parti a fruta às rodelas, sendo as de pêra mais finas para soltarem mais aroma. Juntei a fruta toda ao vinho já na taça, o licor, os paus de canela, o açúcar, umas pedras de gelo, mexi e levei ao frigorífico com umas 4 horas de antecedência. Se fizer no dia anterior, só ganha.

Na hora de servir, junta-se mais gelo e - outro dica - só então a gasosa bem fresca. Mexe-se ligeiramente e bebe-se. Quantidade suficiente para dois bons "copos" ou para três pessoas que bebam um pouco mais que a média.

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