Sopa de cuscuz

Como duvido que o presidente e os edis deste do burgo o saibam ou venham a sabê-lo a tempo, não haverá festa, nem sequer no Natal, e então vamos à sopa, que é o que está a dar.

O que leva, por pessoa:
Galinha desta - conte, pelo menos, com 150 g, sem osso.
Cuscuz - 80 g
Feijão verde partido à mão, umas 5 vagens
Cenoura média - 1/2
Linguiça a fazer de merguez - um troço
Temperos (têm a ver com a mão de cada um)
Massa de pimentão (*), de modo a notar-se bem (adicione sempre um pouco no final).
Pimenta preta do moinho, a gosto.
Sal - não exagere, até porque tem de contar com o sal da massa de pimentão.
Cravinho da Índia - uns 3 ou 4 por litro de caldo
Dentes de alho sem casca, meios esmagados, 2 ou 3 por litro de caldo (quando meter a cenoura e o feijão verde)
Um ramo de coentros para que fique a saber a eles quase sem se notar (a uns 3 minutos do fim)
Faz-se o caldo com a galinha, que deve ficar tenra, o sal à cautela, como se disse, deixando alguma gordura para dar melhor gosto. Num tacho com testo, põe 1 volume de água por volume do cuscuz, ou, seja, 1 copo de água, por 1 copo igual de cuscuz. Deita um pouco de azeite. Tapa e deixa levantar fervura. Desliga o bico. Adiciona o cuscuz, agita o tacho para ficar plano e cozer por igual. Ao fim de 3 a 5 minutos está pronto. Solte-o com um garfo como se faz para o arroz. Distribua os componentes no prato como na imagem acima e cubra com o caldo.

(*) Uso a massa de pimentão Centazzi, que encontro no Continente, é a mais parecida à caseira, e a caseira, pelo menos a que eu fazia, não era melhor, ainda que na altura gostassem dela. Tem a particularidade, valiosa para a vista, de aparecerem farrapos de pimento vermelho, como na que se fazia dantes: surgem na imagem acima, entre a ponta de baixo da linguiça e o prato, por exemplo. Também é a menos salgada, e muito menos que a caseira. Não faço publicidade remunerada. Indico o que me parece melhor. Se procurar no Google por "Centazzi", verá que é uma empresa portuguesa com sede em Lisboa, isto se tiver dificuldade em arranjar a massa de pimentão que recomendo, depois de ter passado por muitas.
21 Comments:
Mmmmmmmm,esta sopa é bem original e com toda a certeza deve ser deliciosa. Já aprendi mais um bocadinho ao vis espreitar, não sabia o que era merguez, mas agora já sei! :)
Huuuuuuuuuuum!
Que cheirinho, Mestre!
Amigo Avental, agora que o frio chegou essa canja deve ser muito reconfortante. É uma refeição completa!
Eu gosto muito de canja e costumo também fazer umas ligeiras variações para a tornar mais rica e aromática.
Gostei muito, como "ribalentejano" que sou, da massa de pimentão e coentros.Com hortelã também deve funcionar bem. Boa semana de trabalho!
Em casa só faço canjinha com cucus,tem uma vantagem em relação ás outras massinhas não se desfazem e quando sobra parece sempre que foi feita na hora!!!
Esta sopa deve deliciosa vai ser a próxima!!
Maria
Joaninha, a merguez é como uma linguiça fininha das nossas, aquela que se vê no prato, mas feita com carne de carneiro e outros temperos.
Caiano Silvestre, de facto é uma sopa cheirosa, tem é cuscuz a mais para si, mas um dia não são dias e não é uma só vez que faz subir o nível da diabetes (diz-me quem a tem). Experimente-a.
Também a faço com hortelã, o que é agora há pouca. Nunca tinha pensado nestes termos, Scalabis: é de facto uma sopa a saber totalmente a Sul.
Maria, é isso mesmo, o cuscuz é muito versátil. É boa e fácil, muito fácil de fazer.
Maria, é isso mesmo, o cuscuz é muito versátil. É boa e fácil, muito fácil de fazer.
eu uso sempre massa de pimentão caseira que compro no mercado de Estremoz, mas reparei esta semana que no Corte Inglés tinham harissa.
Para quêm está de lenço de papel em punho como eu, esta sopinha vinha a calhar.
Não conhecia essa linguiça, vou estar mais atenta.
Tal como o Scalabis, eu também uma Ribatejana cruzada de Alentejana, gostei muito do tempero.
Beijocas
Estou bastante longe de Estremoz, infelizmente, terra de cozinha de primeira. A mim, na massa de pimentão caseira, a única coisa que me atrapalha é o sal em excesso. Não sei é se a sua o tem assim, João Pedro Dinis.
Marizé, em Lisb oa creio que a arranjará. Em Leiria, num restaurante, como cuscuz argelino e fazem lá a merguez (diz o dono...).
lamento informar, mas couscous nao é sopa, a merguez em nada se parece com linguiça e também ´~ao é uma massa que acompanha qualquer comida. Couscous é um prato tipicamente árabe constituido por varios tipos de carne( excepto porco), de legumes e de sémula (a tal massa a que todas as pessoas erradamente chamam de couscous). a harrissá pode ser usada para quem apreciar comida muito picante.
Este comentário foi removido pelo autor.
Não leu bem o texto. Leia-o sem ser em diagonal e verá que sei o que é cuscuz de cor e salteado e que não queria fazer nenhum dos que conheço, argelino, marroquino ou da Tunísia. Queria fazer uma sopa, e faço-a. E olhe: acho que a diferença entre a merguez e a linguiça é mais na carne que nos temperos. Não sei por que carga d'água o cuscuz não há-de servir para outras coisas.
nao me estava a referir ao texto exposto, mas sim a alguns dos comentários. passo a explicar: couscous nao é uma massa, mas sim o nome de um prato árabe.é composto por sémula, ingrediente que as pessoas chamam de couscous.
nao quis, de todo, dizer que nao sabia o que era couscous. Quis apenas que percebessem a diferença entre o dito cereal e o nome do prato.é obvio que a pode acompanhar com o que entender.em relação à merguez sou da opiniao que é bem diferente da linguiça.para além da carne ser diferente, a primeira é confeccionada com especiarias bem especificas e são picantes.Quanto a mim são bem diferentes, mas é apenas uma opinião.
O que sucede é que, como muitas outras palavras, cuscuz (esta é a grafia portuguesa) tomou o nome dos pequenos grãos de sémola, creio que por via francesa. Nos próprios pacotes vem indicado como tal. Concordo que a verdadeira merguez, feita de carne de carneiro, tem um sabor notoriamente diferente. Mas a que tenho comido por cá (e em França), a diferença não tem sido tão notória, talvez porque os temperos sejam caros, não sei. No mais, creio que devemos ser criativos em cozinha, e hoje é comum misturar elementos de cozinhas nacionais num só prato, com grande vantagem de riqueza de sabores e texturas. Quando aplicada a cozinha de autor, moderna (não é o caso desta sopa, de resto bem boa), toma o nome de cozinha de fusão.
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Aqui fica o texto que tinha no correio:
Carina
Efectivamente essa é, em português, a grafia correcta, mas continuo a escrever tal como vem nos pacotes.voltando à merguez penso que a diferença passa mesmo pela forma como é confeccionada, pois na verdade as especiarias nao sao caras.De facto França teve e continua a ter influência no couscous( refiro-me ao prato em si, penso que entende o que quero dizer depois o exposto) devido à presença de populaçao árabe em grande número. Concordo que todo o prato deve ser rico em sabores, aromas e texturas.
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