sábado, abril 07, 2007

Jantar no Terreiro do Paço sem ministros # 1














Com a mesa reservada, tive de esperar pelas duas pessoas com quem combinara jantar. O empregado que fazia de recepcionista perguntou-me se queria algum aperitivo, e se eu as aguardava em baixo, se no piso de cima, na sala de jantar. Disse que as esperava em baixo e que me trouxesse um porto branco seco. O porto veio. É o que vêem na imagem do copo. Sempre fui um consumidor bastante ocasional de portos brancos, raramente os bebi bons, nunca nenhum excelente, e ali estava o primeiro, num lugar a condizer. Veio o porto, mas não a garrafa, como deveria ter acontecido num restaurante daqueles, e daí que eu perguntasse que vinho era: Churchill's branco seco aperitivo, respondeu quem mo trouxera (soube depois ser o escanção), acrescentando uma curiosidade: não era armazenado em cascos de madeira, mas de alumínio. Já tinha certa idade, pela cor e pelo aroma balsâmico, com traços de frutos secos e passas, muito bom de boca, com os aromas retronasais intensos.

Quando chegaram todos, subimos. Uma mesa bem posta, ainda que no meu lugar faltasse o guardanapo. Caiu, de certeza, disse J. Não, não caiu, respondi. Esqueceram-se.

Dali a nada, já chegava o guardanapo e um entretém prévio ao menu de degustação. Não fotografei o entretém, o que foi pena. Era mousse de bacalhau, numa tigelinha, ao lado de uma mais pequena, quase um dedal, com migas crocantes (fritas) de broa, penso que inspiradas no estaladiço das migas de pastor de nuestros hermanos, mas simples, sem alho, sem presunto, sem entremeada salgada, sem pimentão e, como disse, de broa, portanto não sendo de pão de trigo como as originalmente aragonesas. Um pequeno copo de creme (sopa) de tomate fechava o trio, tudo quente como convinha e de irrepreensível confecção. Estava preparado o terreno para o que haveria de vir.

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