Frango com molho pardo
Das poucas coisas que fiz, entretanto, foi este frango, que é de uma receita de família e que se comia pelo Verão em casa de meus pais.
Tinha gente a jantar, estava um tempo bem mais quente que agora, e resolvi na véspera que o repasto iria ser de pratos frios. Esta sopa de tomate, uma salada de bacalhau com presunto, de que darei conta depois, e este frango que tanto pode ser servido quente como frio. Houve também sobremesas, naturalmente frias, mas não geladas.
No Brasil, o molho pardo corresponde um pouco ao caldo da cabidela de galinha, leva sangue da penosa, ao contrário deste molho, que podia ser comido, sem pesos de consciência, por qualquer judeu ortodoxo ou testemunha de Jeová, que não leva pinta dele.
Pelos vistos ainda não perdi o vício dos rodeios, e é tempo de entrar no assunto.

De véspera, esfreguei-o com sal, untei-o com azeite e levei-o ao forno, a 220ºC, num tabuleiro com um fundo de água, que fui administrando para me formar molho. Aos 78ºC na coxa (a parte acima da perna) estava assado. Os termómetros é para o que servem, para fazer assados suculentos, para não os deixar parecerem cortiça ou virem em sangue, além das outras utilidades. Depois parti-o aos pedaços como se vê na imagem acima.

4 fígados de frango previamente cozidos
1 gema de ovo cozida
o molho do assado
Azeite virgem extra a olho, uns 100 ml
Vinagre bom a gosto
Sal
Pimenta preta do moinho.
Os fígados e a gema eram para ser esmagados com o garfo, mas deu-me a preguicite e meti tudo no copo da varinha, rectificando o vinagre e os outros temperos no final. Deitei o molho por cima do frango e foi para o frigorífico até ao dia seguinte.

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