sábado, maio 27, 2006

A Abrir

Pá de cordeiro assada com mel e tomilho

Por aqui haverá de tudo, da cozinha deste vosso cucautor, passe a classificação e o neologismo, às cozinhas regionais e nacionais, a sobremesas, doces, conservas, licores e pratos recriados de restaurantes, e a restaurantes onde valha a pena ir, vinhos, truques, dicas, segredos sem reserva, apontamentos para criações futuras, alguma arte pelo meio (literatura, pintura, fotografia, música), à qual a cozinha criativa pertence um pouco, ao entrar numa espécie de jogo estético de equilíbrios e desequilíbrios de sentidos, os sabores, os aromas, o tacto das texturas, a vista das cores e das formas, em suma, coisas próprias para hedonistas. Pode dizer-se que hoje, em culinária, a desconstrução dos alimentos está em força (que Derrida me perdoe), alcançando assim uma grande expressividade.

Também caberá um lombo de porco de várias maneiras, um cabrito comedor de carqueja de mais maneiras ainda, como fazer filetes de peixe suculentos, uma deliciosa caldeirada de robalos, outra de borrego, sopas, saladas, geladose sorvetes doces e salgados, sei lá, tanta coisa e tudo sem nenhuma ordem.

Há anos que pensava neste blogue. Não sou cozinheiro de profissão, e das receitas alheias, experimentadas ou apenas adivinhadas, quando as puser, será dada a sua origem.

Poderão, a seu tempo, imaginar como seria um restaurante meu, se me desse para ser escravo de um avental. Do que gosto mesmo é do ócio, de que se forma a palavra negócio, com a ajuda do verbo negar: nega+ócio, o contrário de ócio, negócio. Ou o tal restaurante.

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